Rômulo Soares

Por Rômulo Soares

17h55

Semana começa com boas perspectivas para o mercado imobiliário

Esta semana nem bem começou, mas já promete ser uma das melhores do ano para o mercado imobiliário. Ontem, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, antecipou que na próxima quinta-feira (16), anunciará uma redução da taxa de juros para financiamento da casa própria, o que se dará num momento em que o Banco Central tem aumentado a taxa de juros como tentativa de conter a escalada da inflação.

Também ontem, o governo federal anunciou a criação do programa Habite Seguro, que irá dar condições privilegiadas de financiamento de imóveis para agentes de segurança pública, a exemplo de policiais. Outra medida interessante foi a aprovação, pelo conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de regras que irão facilitar o financiamento de imóveis para famílias de baixa renda, o que impactará positivamente na cadeia produtiva da construção civil e do mercado imobiliário, com consequente fomento à economia do país.

Na prática, isso se dará através de amplo aumento no teto do valor de imóveis que podem ser financiados pelo programa Casa Verde e Amarela (que substituiu o Minha Casa Minha Vida), cujo reajuste era pedido pela indústria da construção civil, que registra elevação nos custos de construção de imóveis. O último amplo reajuste do teto do valor de imóveis do programa habitacional ocorreu em fevereiro de 2017.

Segundo a proposta aprovada, há uma correção no teto do valor do imóvel nos municípios com população entre 20 mil e 50 mil habitantes (10% de aumento), com população entre 50 mil e 100 mil habitantes (15%) e municípios maiores, inclusive regiões metropolitanas (10%). Não há mudança para os municípios com menos de 20 mil habitantes.

Os valores variam de acordo com a região do país e com o tamanho da cidade. O maior teto é o da região metropolitana de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (R$ 264 mil). O menor é de R$ 135 mil para cidades com menos de 20 mil habitantes nas regiões Norte e Nordeste.

Por meio desse novo programa, o governo busca retomar obras paradas das administrações anteriores e regularizar imóveis de famílias de baixa renda, além de aumentar a oferta e reduzir juros para financiamento imobiliário, como meta regularizar e atender aproximadamente 2 milhões de moradias até 2024, com foco nas Regiões Norte e Nordeste.

Assim, agora serão três grupos. O primeiro, com renda de até R$ 2.000, terá direito a benefícios como receber imóvel subsidiado, acessar financiamento com juros reduzidos, fazer regularização fundiária e reformas no imóvel.

Os grupos 2 (R$ 2.000 a R$ 4.000) e 3 (R$ 4.000 a R$ 7.000) têm acesso a financiamentos com taxas de juros um pouco mais altas do que o primeiro patamar, além da regularização fundiária.

 

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